Histeroscopia
O que é, para que serve e como pode ajudar você
Dra Aline Evangelista Santiago
6/3/20262 min read


O que é a histeroscopia?
É um exame que permite ao médico ver o interior do útero usando uma câmera bem fininha, introduzida pela vagina e pelo colo do útero. Não é cirurgia de grande porte e, na versão diagnóstica, geralmente não há necessidade de internação ou anestesia.
Ela diagnostica e trata problemas dentro do útero de forma pouco invasiva e rápida. Além de enxergar, o médico pode tratar algumas condições ali na hora, sem precisar de outro procedimento.
Quando a histeroscopia é indicada?
Ela é recomendada principalmente para investigar:
Sangramento uterino anormal (como menstruação muito intensa, sangramento entre as menstruações ou após a menopausa)
Pólipos ou miomas dentro da cavidade uterina (vistos em exames de ultrassom)
Dificuldade para engravidar (investigação de problemas no formato do útero ou aderências)
Suspeita de malformações uterinas (como o útero septado)
Retirada de DIU (quando os fios não são vistos ou o dispositivo ficou preso)
Acompanhamento após cirurgias no útero
Diagnóstico de lesões suspeitas (como câncer endometrial, quando há indicação)
E quando não pode ser feita?
As contraindicações são poucas e, na maioria, temporárias ou relativas. Por exemplo:
Infecção pélvica ou genital ativa
Gravidez
Câncer de colo do útero diagnosticado
Sangramento muito intenso no momento (atrapalha a visão)
Perfuração uterina recente
Se você estiver com corrimento ou infecção, o médico vai tratar primeiro e depois realizar o exame.
Histeroscopia diagnóstica X cirúrgica
Diagnóstica: rápida, geralmente sem anestesia, feita no consultório. Serve para olhar e tirar pequenas amostras (biópsias).
Cirúrgica: pode necessitar anestesia e internação. Indicada quando é preciso tratar algo, como:
Remover pólipos ou miomas pequenos e médios
Cortar aderências (tecido cicatricial dentro do útero)
Corrigir septo (parede que divide o útero)
Fazer ablação endometrial (procedimento para parar o sangramento intenso em mulheres que não desejam mais engravidar)
Quais condições a histeroscopia trata?
Pólipos endometriais – pequenos crescimentos que podem causar sangramento. Podem ser removidos durante o próprio exame.
Miomas submucosos – miomas que crescem para dentro da cavidade uterina. Dependendo do tamanho podem ser retirados por histeroscopia.
Sinéquias (aderências) – cicatrizes internas que dificultam a gravidez. Podem ser rompidas ou cortadas.
Útero septado – malformação comum que pode ser corrigida para melhorar as chances de gestação.
Retirada de DIU – situações em que são necessárias a localização e a retirada com precisão.
Se o seu médico indicar esse exame, pergunte se será apenas diagnóstico ou também cirúrgico, e se há necessidade de anestesia. Fique tranquila: é um procedimento seguro, com baixo risco e alta eficácia para muitas condições.
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Referência:
1. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Tratado de ginecologia. 2. ed. Rio de Janeiro: GEN Guanabara Koogan; 2025.
2. HUERTAS FERNÁNDEZ, Miguel Ángel; ROJO RIOL, José María (Ed.). Manual de histeroscopia diagnóstica y quirúrgica. Barcelona: Glosa, 2008.

